
Pense na chuva que caiu,
Um pouco só pra variar,
Mas que estampa a felicidade e o sorriso no sertão.
Sei que o povo do sertão não brinca com água,
Pelo contrário, muitas vezes a idolatram.
No sertão aonde eu vivo água boa é para todos,
Não tem água de rico no sertão desse povo,
Menino na faixa dos doze,
Já começa do gado cuidar,
Mas mesmo com a água que é pouca,
Quando vê alguém conhecido,
Disfarçado um sorriso dá.
E a chuva que as vezes não cai,
Na represa a água tende a baixar,
Mas o povo do meu sertão não brinca com água,
Instala uma cisterna no fundo de casa,
E a água já começa a guardar.
As estradas não possuem asfalto,
É a areia que guia o gado,
E as referências na hora de viajar,
É o cacto do seu Zé, ou até mesmo um sítio qualquer onde o filho de Maria vai trabalhar.
T.G.
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